A galinha da minha vizinha é sempre mais gorda que a minha.
Isso dizem por aí.
É nisto que penso quando derivo por entre estes outros grupos dedicados a fazer... coisas, sei lá.
Nós, enquanto colectivo que pretende fazer coisas (ou falar sobre esta pretensão, que hoje em dia pode vir a dar ao mesmo), só temos a ganhar com o exemplo.
Porque, também se diz por aí, grão a grão enche a galinha o papo.
(Não que eu queira que a minha seja mais gorda do que a da vizinha, mas que pelo menos ponha ovos. Não têm que ser de ouro, essa já seria outra história).
http://www.emergingterrain.org/
http://www.perplexa.org/
http://clockshop.org/
http://www.onasphalt.com/
http://www.bad-architects.net/
http://ridearc.org/
http://aaaarg.org/
http://www.charretteinstitute.org/
http://www.labforculture.org/
http://www.sah.org/
http://www.audacity.org/
http://www.neutra.org/
http://www.manifesta.org/
http://www.basicinitiative.org/
http://www.studiomiessen.com/
http://www.pps.org/
http://www.tibarose.com/
http://www.paulrudolph.org/
http://www.team10online.org/
http://cityrepair.org/
http://urbandrift.org/
http://www.theonepercent.org/
http://www.foresightdesign.org/
e a lista pode continuar... Uma referencia muito especial é http://www.programonline.de/
Deixa uma certa inveja... não temos antigos hotéis soviéticos para ocupar.
("Bring me that horizon!", disse o Cpt. Jack Sparrow).
28.3.08
Não sou o único a olhar o céu...
12.3.08
5.3.08
3.3.08
resposta do CC
De certa maneira concordo com o que dizes, mas apesar de tu afirmares que isto está com algum carácter de seriedade isso não é inteiramente verdade. Isto está bastante verde e pelo menos eu defendo que mais vale lançar a coisa, mesmo que não esteja perfeita.
Num futuro próximo é minha vontade, à imagem de outras associações do género que se passam no estrangeiro, poder juntar designers, artistas, músicos, dj's, etc em início de actividade e com vontade de construir aquilo que eles próprios sentem falta.
Imagem
Bom dia a todos.
Queria antes de mais, agradecer pelo recente convite para participação neste grupo. Ainda não tenho muito para dar no momento, mas gostaria de fazer um comentário que talvez seja mal recebido. Apesar de só entrar agora noto que o movimento vai já avançado. E pelo que me parece a vontade é de fazer realmente uma coisa séria. Nesse sentido não fará já sentido convidar alguém da área do design de comunicação para tratar ou pelo menos colaborar na imagem do grupo/publicações/etc? Parece-me que é uma questão de exigência de qualidade. Temos que pensar se a publicação não deverá ter já um determinado nível de qualidade e de seriedade.
Não somos nós arquitectos que reclamamos que a nossa área de saber merece um espaço na vida pública e na sociedade e que não deve ser desempenhada por outros (desenhadores, engenheiros, clientes, curiosos...)? A verdade é que acabamos por fazer o mesmo com a deles. Fica feita a provocação...
CHAIN REACTION
Caro CC,
Acho que realmente aquele livrete manhoso de quinta-feira valeu a pena! Gostei imenso do layout! Agora já é uma coisa a sério! Quanto aos formatos, cabe-nos pensar qual o modo de impressão que queremos e assim decidir o que é mais viável! Na minha opinião acho que o formato ao ALTO é bom, pois duas páginas lado a lado no ecrã ficam bem. Assim de repente, publicações que tenha manuseado e que sejam ao BAIXO, só me lembro de alguns catálogos... daí que me pareça que ao ALTO se associa mais com um Folhetim... gosto desta palavra!
Formatos
Estava a pensar com os meus botones, e acho que mantendo as dimensões, deviamos pensar se este folhetim não devia ter o formato horizontal, para mais rapidamente se compatibilizar a visualização nos computadores e no formato físico.
que dizem?
2.3.08
Uma espécie de folhetim
Amigos, isto é uma experiência baseada numa revista de tipografia!
Acham que pode ser um layout?
1.3.08
Observações ao formato apresentado pelo rui
Bem, Gostei de ver! Acima de tudo a atitude de fazer acima de tudo. O que é preciso é acção para se poder criticar.
29.2.08
27.2.08
Meeting
Aviso de reunião, quarta-feira dia 27 de Fevereiro. à noite
26.2.08
25.2.08
24.2.08
Aalto's 'The Human Side'
Não tenho por hábito publicar ‘coisas que gosto’, nem sou aficionado à ribalta da blogosfera, ou ao trabalho de grupo veiculado pelo fluxo de terabytes. Sou mais dado aos ‘bitytes’, de tampo de mesa, do rabisco no guardanapo, dos apontamentos incompreensíveis no caderno. Daí que não tenha encontrado (ainda) grande hospitalidade nestes meandros da comunicação. Porém, está claro que tenho que mudar isso. Enquanto vou construindo-me pouco a pouco, e a propósito da ideia de lançar uma pequena publicação, apresento aqui menos de meia dúzia de páginas do livro “Alvar Aalto, de palabra y por escrito”, da colecção de textos de arquitectos da editorial El Croquis, que me dei ao trabalho de traduzir para o português numa aborrecida noite de Sábado, apenas para o vosso deleite pessoal e, quem sabe, despertar ideias e remexer imaginações (quem sabe, até a minha própria...), como quem agita oliveiras para ver as azeitonas cair:
THE HUMAN SIDE COMO ALTERNATIVA POLÍTICA PARA OCIDENTE
The human side lännnen poliittisena vaihtoehtona.
Anotações sobre os planos de Aalto para editar uma revista progressista em 1939. Arquivos Aalto.
A posição politica de Aalto no dividido campo de forças entre o comunismo soviético e as ditaduras italo-alemãs de direita, perfilou-se com nitidez durante a segunda metade dos anos trinta graças aos seus contactos, cada vez mais intensos, com os representantes do Partido Socialdemocrata Sueco, assim como com os correspondentes círculos intelectuais de Inglaterra; contactos que aliás se completaram em 1939, com experiências semelhantes nos E.U.A.. Destas relações nasceu em Aalto uma consciente tomada de posição politica, uma ideologia onde a linha divisória não decorria entre a alternativa marxista-capitalista, senão entre as ditaduras destrutivas e o liberalismo solidário no social. Este humanismo anti-burguês , que aspirava uma sociedade sem classes, apresentou-se-lhe a Aalto nos círculos progressistas dos países nórdicos e do mundo angloparlante.
No verão d 1939 chegou a Finlândia um velho companheiro de Aalto dos tempos da Exposição de Estocolmo, Gregor Paulsson, para trabalhar como consultor numa grande exposição de vivendas internórdica que se ia realizar em Helsínquia. Nesta ocasião, aos dois amigos ocorreu-lhes a ideia de publicar uma revista politica, intitulada The Human Side, com o fim de apoiar um liberalismo nórdico com vincada orientação esquerdista, que ambos consideravam a salvação ideológica da civilização ocidental. Graças à sua amizade com os membros da Bauhaus – exilados em Inglaterra e nos E.U.A. – e com Morton Shand e Francis Hackett em Inglaterra, e às suas novas relações com o círculo formado em redor do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (M.O.M.A.), Aalto converteu-se no sócio editorial principal do projecto, um papel que se fortaleceu mais à frente, quando a defesa da Finlândia contra a brutal agressão russa se converteu em tema central da imprensa mundial. Que a revista nunca se publicasse, senão que, como tantos outros projectos de Aalto, se ficasse por uma bela utopia, não impede que a planificação marcada por Aalto seja um dos seus textos mais interessantes.
O primeiro rascunho de The Human Side – ou O Lado Humano – procede de tempos prévios à Guerra Mundial, e define as suas directrizes da seguinte forma:
Fim e conteúdo: Fazer chegar ao conhecimento do grande público, de forma séria e em linguagem acessível, os novos fenómenos que têm começado a surgir em todo o mundo – explicáveis sociobiologicamente e observáveis na vida social, económica e politica –, e que em conjunto são um sinal de que nos campos mencionados está produzindo-se uma mudança estrutural decisiva. Aparte deste tema, se chamará a atenção sobre a importância de criar um novo sistema de valore que se corresponda com esta nova estrutura e que substitua o niilismo de valores causado pela actual situação caótica. O fim definitivo da revista consiste pois numa síntese entre a cultura, a vida socioeconómica e a politica.
Estudaremos aliás actividades culturais caducadas, tentando extraí-las do resto. Esta tarefa será desenvolvida de forma totalmente independente das ideologias actualmente reinantes.
Formato: Um número semanal de 6-10 páginas, normalmente monográfico. Será compilado por um único autor, ou adoptará a forma dum trabalho de investigação. Sem prescindir duma estrita seriedade, os artigos deverão evitar todo tipo de tecnicismos e ser inteligíveis ao máximo. Os escritos tenderão a causar impacto no leitor, sem cair na agitação propagandística.
Redactores: Pessoas destacadas e independentes representativas do melhor acervo cultural dos países chamados democráticos. Gente que disponha de informação de priemira mão sobre as questões a tratar na revista.
Redacção: Várias alternativas a estudar. Gregor Paulsson e Alvar Aalto fizeram o trabalho prévio.
Difusão: Criar-se-ão centros nos Países Nórdicos, Inglaterra e E.U.A..
Lugar de publicação: Ainda por decidir. Preferencialmente, o centro poderia situar-se na Suécia, ou, de forma conjunta, na Suécia e na Finlândia. Seria desejável dispor de uma versão em finlandês.
A Guerra Mundial, que estala quando Hitler invade Polónia, a 1 de Setembro de 1939, não abalou os planos de edição da revista. Muito pelo contrario, agora é que era verdadeiramente necessária, segundo a opinião dos fundadores. No seu novo manifesto escrevem, entre outras coisas:
Na cultura pela que temos lutado nos países do Norte da Europa, não há nada mais característico que o empenho na criação de um estado de equilíbrio entre os fenómenos individuais e os colectivos, assim como harmonizar a actividade pessoal dos indivíduos e a criação colectiva. Esta visão do mundo está em flagrante contradição com um sistema social no qual não se procure este equilíbrio. Por isso, a edição de The Human Side nestes tempos de guerra se considera mais importante ainda, se tanto, do que em tempos de paz. Justamente agora é extremamente urgente deixar ouvir a voz da Europa do Norte e oferecer ao mundo o que sabemos sobre a concórdia e o pensar construtivo. Fizeram-se já trabalhos preparativos tanto na América do Norte como na Europa. Um monte de autores destacados comprometeram-se a colaborar com a revista, e o projecto se porá em marcha assim que se resolva a questão financeira.
No mês de Outubro elaborou-se um rascunho muito pouco definido sobre o conteúdo da publicação. Gregor Paulsson escreveria sobre ‘A vida digna’, “em forma de prólogo dedicado ao estudo dos valores”, e sobre a ‘Mercadoría’, provavelmente desde o ponto de vista marxista. Os temas de Aalto eram ‘Uma forma de vida concreta e abstracta’, ‘A sociedade ideal’, ‘A diferenciação industrial em contraste com a uniformidade produzida pela estandardização’. Outros artigos prometidos eram ‘A Grande Sociedade’, de Lewis Mumford; ‘O meio ambiente da vida produtiva’, de Walter Gropius; ‘O problema do tempo livre: uma discussão de valores’, de Morton Shand; ‘A psique como um todo, uma psicosíntese’, de Alexis Carrel; ‘A popularidade oculta da arte’, de James Sweeney; e ‘O poder do pensamento, o poder da violência’, de Francis Hackett, um escultor angloamericano que então residia na Dinamarca e ao qual se pretendia nomear redactor-chefe da edição inglesa de The Human Side. Moholy-Nagy comprometeu-se a escrever sobre ‘A herança da Bauhaus’; Frank Lloyd Wright, por sua parte, queria desenvolver a tese de que ‘a melhor forma de construir uma sociedade é elevar potencialmente o indivíduo, e não reduzi-lo ao mínimo denominador comum’. De entre os colaboradores nórdicos se pode mencionar, entre outros, Theo Svedberg, quem tinha prometido escrever acerca do tema ‘O ser humano e a vida biológica’; Gunnar Myrdal, quem escreveria sobre ‘A raça cultural e a raça de sangue’; Elin Wagner, quem intitulou o seu artigo ‘Modos de Vida’; a Alf Ahlberg, quem escreveu sobre ‘O que é o correcto’; Gotthard Johansson, quem escolheu o tema ‘Sobre a vivenda’; Torgny Segerstedt, quem se dedicaria a escrever sobre ‘Um grupo ou uma horda’; e A.I. Virtanen, quem tratou a matéria ‘Fisiologia de alimentos como ajuda na modificação do meio geográfico’.
O programa mencionado tem a data de 4 de Novembro de 1939. Ainda não tinha sido publicado o primeiro número da revista quando o ataque à Finlândia por parte da União Soviética, o dia 30 de Novembro de 1939, atrapalhou os planos dos editores. Uma memória conservada o relata assim:
Ao impor-se o estado de guerra na Finlândia, o carácter de The Human Side foi redefinido, e se adapta o mais possível à batalha aberta na Finlândia, mas, porém, respeitam-se os limites ideológicos conformes ao programa original.
O nº 1 apresentará breves comentários acerca da batalha ideológica que está sendo lavrada hoje em dia no mundo – a cargo de colaboradores americanos, ingleses e nórdicos – e com especial atenção ao antagonismo que se da entre os sistemas sociais da Finlândia e da União Soviética. Nesta edição publicar-se-á também uma série de imagens, na sua maior parte de Finlândia, de homens lutando na frente de batalha. O motivo das imagens é demonstrar, através do ser humano, quão impossível resulta colectivizá-lo e convertê-lo em mera força produtiva. A série completar-se-á com citações literárias que tratem do equilíbrio entre indivíduos e fenómenos gregários. Alem disso, mostraremos algumas falhas organizativas soviéticas. O defeito maior consiste em tratar a horda de modo diletante e em aterrorizar irracionalmente as aspirações do indivíduo. Os temas serão estudados cientificamente e com rigurosa seriedade.
O nº 2 apresentará um artigo de Gunnar Beskow sobre a crise cultural e sua transformação na Finlândia num conflito aberto. Francis Hackett e Theodore Dreiser expressarão a sua opinião sobre o significado social deste conflito.
O nº 3 estruturar-se-á em duas secções. Na primeira, J.J. Sweeney e Lewis Mumford responderão à pergunta “É a colectivização da sociedade a única alternativa ao liberalismo burguês e às formas organizativas e culturais herdadas?” Virá depois um artigo sobre as formas de concórdia e cooperação entre trabalhadores e empresários em Finlândia. Além disso, inseriremos quatro exemplos de colectivizações fracassadas, três na União Soviética e uma num país ocidental.
O nº 4 apresentará as declarações de Fredrick Gutheim e Richard Buckminster Fuller acerca das relações entre operários e empresários. A continuação, dez trabalhadores, juntamente com alguns directivos – entre eles um engenheiro – expressarão a sua opinião sobre a solidariedade mútua no mundo laboral finlandês.
O nº 5 tratará sobre o humanismo técnico e apresentará um artigo de Alvar Aalto sobre o problema da racionalização e as suas perspectivas de desenvolvimento: “Há que utilizar o ser humano como indivíduo ou como grupo?” Nesta edição, Morton Shand escreverá sobre o tema ‘A ideologia da contenda mundial desde o ponto de vista técnico e de organização produtiva’.
O nº 6 dedicar-se-á exclusivamente a apresentar artigos de Gregor Paulsson; com temas como o homem e o meio ambiente, a vida urbana de amanhã e as soluções já obtidas nos Países Nórdicos. De resto, apresentar-se-ão algumas experiências de organização procedentes da União Soviética, o provincianismo na actividade produtora soviética, a propaganda como ponto de partida nos assentamentos da população e das comunidades na União Soviética, o qual deriva em formalismos grandiloquentes e inumanos, e indiferença para com as bases biológicas da vida.
O nº 7 apresentará vinte linhas de Sibelius e artigos nos quais Francis Hackett, Lewis Mumford e Morton Shand tratarão o tema ‘Poder de pensamento e Poder de uso’.
O nº 8 será uma edição dedicada à mulher, onde Elin Wägner escreverá sobre a posição da mulher e sobre as fracassadas tentativas de adaptar a sua actividade ao poder decisório da maquinaria social, ilustrados com exemplos soviéticos de uma mal-entendida emancipação da mulher. Bernard Shaw aduzirá ‘À mulher sábia, novos ensinamentos sobre o socialismo e o capitalismo’. A edição fechará com o artigo ‘A Família: inquérito entre empregadas’ (!!!).
Por último, o seguinte comentário de Alvar Aalto sobre a tomada de posição que adoptou The Human Side:
A guerra em Finlândia não é uma luta entre um poder socialista e outro capitalista, senão uma guerra na qual o agressor representa o imperialismo que no fundo traiu o socialismo e o cobriu de imundície, evidenciando ao mesmo tempo uma total carência de capacidade organizativa. Pelo contrário, quem se defende é um país pequeno, mas forte e bem organizado apesar do seu tamanho. Um estado com uma ordem social mais democrática e uma população composta na sua maioria por pequenos camponeses. Na construção da indústria e dos mecanismos de produção deste país aplicaram-se em grande medida princípios socialistas em conjunção com princípios capitalistas, o que tem trazido como consequência uma forma de pensar socialista que sustêm tudo, e que é comummente aceite. Trata-se pois de uma luta entre um mau sistema, enquadrado por trás da ‘ideologia socialista’, e uma mentalidade social profundamente arraigada na população.
22.2.08
BRUTAL
Castro, esta ferramenta é mesmo poderosa. Acho que pode funcionar lindamente. Isto possibilita a publicação de conteúdos mais extensos de forma simples e parece ter funções mesmo úteis! GOOD WORK!!!
20.2.08
A cidade e as serras
A cidade e as serras!
que tem isto a ver? Bem surgiu-me à hora de almoço que aquilo que une estas duas identidades tão antagónicas é o Homem. Ou melhor a acção do Homem, a humanização! Penso que aquilo que me move é uma luta pela qualificação da intervenção do Homem. E isto pode unir a moda e o clássico. Justifica qualquer tipo de acto, pois podemos mostrar o património abandonado e dizer: olhemos para isto que está bem.. Vejamos e analisemos. Também podemos mostrar o que se faz hoje um pouco por todo o lado e por comparação torna-se óbvia a falta de sensibilidade actual. A temática da humanização, acto criativo do Homem, intervenção e criação pode assim suportar todas as artes . Ajuda-nos a desenhar uma base sustentada para todo o tipo de ideias que tenhamos, por um Homem de qualidade.
O passado, o presente e o futuro
a arquitectura, a pintura, design, urbanismo, escultura
Tudo isto é aglutinado por um Homem que constrói, que tem a capacidade de tornar real os seus ideais percebendo a sua condição de unidade de uma comunidade.
17.2.08
Manifesto(-me)
4A: O meu escape para tudo "architecture related".
Não posso negar o lugar da arquitectura no meu imaginário: é grande. Desde que comecei a estudá-La na universidade que ganhei um amor indubitável a esta disciplina e, portanto, das coisas que passam pela minha cabeça, uma grande maioria é pois "architecture related". Assim sendo, a4 acaba por se definir para mim como um escape para aquilo que penso, aquilo que desejo, utopizo.
Podemos olhar para a nossa existência como algo triste, passageiro, com um fim tão certo como os impostos. Eu às vezes penso nisso. E penso também que sei que precisamos de algo em que acreditar, um objectivo, uma missão se lhe quisemos chamar, para justificar a nossa existência como seres vivos. Se tivermos um objectivo mais complexo que comer para sobreviver a vida custa menos a passar. E com sorte até se torna um grande prazer.
É bom acreditarmos no que fazemos. É bom estarmos certos que estamos a fazer o bem, que estamos a agir correctamento: faz-nos sentir bem connosco próprios. Não ficamos com problemas de consciência, antes pelo contrário se é que algo assim existe.
Na minha actividade profissional ajudo a que se construa muito, e com um índice bem grande. Não sei se concordo em absoluto com isso, mas também acho que as verdadeiras cidades assistem sempre a mutação, mudanças de pele, crescimento. A cidade quer-se como um organismo vivo que nasceu, cresce(u), e altera vagarosamente, ou nem tanto, o seu aspecto ao longo do tempo. Algumas morrem, mas é um acontecimento algo raro.
Mas assisto no meu meio profissional a muita coisa com que discordo em grande medida. E muita gente à minha volta também parece discordar. Então porquê tomar opções com que a generalidade da opinião discorda? Visão curta? Interesses? Desinteresse?
Não sei se acho interessante apontar o dedo às razões para os males. Não me compete a mim julgar nem castigar. Mas talvez possa indiciar. Acho mais interessante apontar as falhas, apontar os erros. Sugerir, opinar. Idealizar, criar utopias. Alertar. Desenhar um futuro e dá-lo a ver aos outros. Mostrar que as coisas poderiam ser diferentes, melhores.
É preciso querer. Se não quisermos, temos qualquer coisa, aquilo que aparecer. Torna-se necessário sabermos o que queremos querer. Precisamos de objectivos para obter uma realidade desejada. E quando a realidade que nos rodear for aquela que desejamos...sentir-nos-emos bem connosco próprios.
13.2.08
Ideia maluca
no âmbito do 4.A
Vamos trazer ca ao porto: RCR por intermédio do armengoli, chipperfield, souto e siza, hencke e schreike, gordon fr glasgow mais o nuno graça moura e guilherme machado vaz e faz-se um ciclo de conferências....
Bora lá?
The impossible post
Depois da nossa discussão de ontem, parece-me que*:
Podemos avançar um pouco em DATABASE > ARCHITECTURE THEORY > reunindo os abstracts dos amigos próximos.
Podemos também avançar em DATABASE > ARCHITECTURAL DRAWING > reunindo cadernos de viagem e desenhos projecto
Podemos também avançar em PUBLISHERS > "An early manifesto" , publicando 100 flyers A5 (fundo amarelo) contendo ideias chave sobre problemas reais.
Podemos também avançar em ACTIONS > promovendo uma estratégia de intervenção (arquitectónica ou não) no estaleiro de obra da Bragaparques, na Rua Júlio Dinis, junto ao Parque Itália. Any ideas? Eu estou a pensar em paineís verticais ou o desenho de uma estrutura de apoio à obra que a torne um acontecimento na cidade, ou mesmo um concurso de BTT no estaleiro...
Podemos também avançar em OPINION > dando a nossa opinião... lol
* o conteúdo do posts corresponde a uma forte vontade participativa e não a ideias de absoluta e genial coerência. abraços
12.2.08
Schedule an interview
hi guys, as you probably know, I am looking for job at this moment. Wondering through the grey streets of London city I couldn't be more happy to be invited to join this world wide known movement! 4A has everything to rule, that way, I wonder if I coud be your London based contributor. By the way, the purpose f this English comment also regards this fact. What should be the language of the Blog? English/Catalonian/Armenian or the beautiful Portuguese? think of it please and wish me luck! David C. is scheduled for February 20th !
8.2.08
Chamada
Meninos da 4Architecure, estão convocados para neste momento fazerem uma listinha de actos/actividades/conceitos/definições/calendário que vocês pensem ser o mais proveitoso. Delinear com realismo quais são as coisas mais imediatamente realizáveis e com visibilidade. É importante nunca deixarmos de ter a utopia como referência e objectivo a atingir.
Anseio por partirmos a casca
Analisemos este caso de algo semelhante às nossas ansiedades, principalmente a nível da estrutura.
archis
"Archis
Archis is an experimental think tank devoted to the process of real-time spatial and cultural reflexivity and action. The Archis Foundation comprises three departments: Archis Publishers, Archis Interventions and Archis Tools.
Archis Publishers
has a long running experience in publishing the various incarnations of Volume magazine. In which various editorial concepts and publishing formats have been realized over the years. Archis is now expanding it’s publishing portfolio and is currently working on some projects that are scheduled for release medio 2008.Archis Interventions
is the not for profit branch of Archis, organizes international events that initiate interdisciplinary debate on spatial and cultural issues and intervenes in deadlocked situations.Archis Tools
advises governmental agencies, social and cultural organizations, and private companies on a variety of urban and spatial issues."
2.2.08
Ideias do passado
Publico algumas ideias e inquietações que temos falado no passado. Penso que algumas delas podem ser realizadas sem grandes custos
- Plataforma Web (Site de Publicação do espólio desenhos de arquitectos pertencentes à Faculdade à imagem do museu Carlo Scarpa, Mackintosh, Alvar Aalto e Breuer)
- Levantamento do R/C, alçados e Tipologia das casas do século XIX do Porto baseada na disciplina de ISC,
- Site com os cadernos de viagem de HAP 4 ano digitalizados assim como dos outros trabalhos que se permitam a ser publicados na web, disponibilizar conteúdos de opinião para fácil acesso por parte dos media)
- assumir responsabilidades civis ao nível de documentação rigorosa de elementos arquitectónicos em risco de desaparecer ( não só os grandes monumentos que já existem bastante documentados, mas também aldeias e conjuntos rurais que pela sua veracidade necessitam urgentemente de ser lembrados antes de desaparecerem em ruínas - em associação com as câmaras municipais)
- Uma publicação de distribuição periódica a nível nacional, nas livrarias universitárias de referência da área.
- Publicação das provas finais em plataforma digital e posteriormente em formato físico
- a realização de um seminário internacional anual no espaço da faculdade (convocando os nomes de reconhecido mérito que dinamizem tanto a nível teórico como a nível de mensagem para o exterior assim como lúdica, o espaço da faculdade )
- Acções de Rua
- eventos; festas que promovam o reatar das relações com as restantes áreas de criatividade (Belas Artes, Literatura, Design, Música, Artesanato)
Penso que não coisas assim tá disparatadas!
Isto foram uns comentarios do Rui que eu penso serem bons posts
ATENÇÃO!!!!! ISTO NÂO É UM COMENTÀRIO MAS TB NÃO TEM SUBSTÂNCIA PARA SER UM POST!!!!
Na conferência GO PUBLIC do ciclo Wonderland da OA uma das equipas intervinha em edifícios ou zonas críticas (com necessidade de intervenção arquitectónica de reabilitação ou outra) chamando a atenção para esses problemas por meio da realização de acontecimentos sob o signo da marca, neste caso 4A... pensem nisto...
Curioso, estava aqui a pensar... 4A podia ser em inglês "four arquitecture", e então soa exactamente como "for architecture", ou seja "pela arquitectura" ou "para a arquitectura", Que tal? pode ser um lema...
1.2.08
Objectivos1
Parar de construir; reabilitar!
Projecto-tipo para Casa do Porto do séc. XIX
O que é a arquitectura? Para que (nos) serve? O que faz um arquitecto?
31.1.08
Proposta de Logo

Amigos, isto tem sido a minha diversão! Uma pequena marca para espalhar pela cidade! Stencils, fliers..... só para chamar atençao
tipo: "que é 4a?" "onde é 4a?" "quando é 4a?"
abraços e boa noite
Post introdutório
A sessão está aberta, vamos contribuir para o saco.
Deixo uma frase: Vamos mexer com esta merda, a ver se desentope a sarjeta.



